quinta-feira, 18 de outubro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Orí!
" Ôrí é uma palavra africana que pode ser traduzida por "consciência negra". Ôrí pode derrubar o que séculos de escravidão imprimiram na cultura do Brasil: certo desprezo e uma incompreensão latente da relevância das culturas do continente africano na identidade do povo brasileiro. "Revista TRip. O documentário Orí( sinopse abaixo) teve sua versão remasterizada em DVD em 2009 pela Versátil e está disponível para venda. Me parece interessante para trabalhar o movimento negro no Brasil .
Sinopse:FILME
Sinopse:FILME
ÔRI
DOCUMENTÁRIO DE 1989 RETRATA MOVIMENTO NEGRO NO BRASIL
Direção:
- Raquel Gerber
- Nome Original:
- Ôri
- Duração:
- 131 minutos
- Ano:
- 1989
- País:
- BRA
- Gênero:
- Documentário
A história dos movimentos negros no Brasil entre 1977 e 1988 é contada no documentário Ôri, lançado em 1989, pela cineasta e socióloga Raquel Gerber. Tendo como fio condutor a vida da historiadora e ativista, Beatriz Nascimento, o filme traça um panorama social, político e cultural do país, em busca de uma identidade que contemple também as populações negras, e mostrando a importância dos quilombos na formação da nacionalidade.
Com fotografia de Hermano Penna, Pedro Farkas, Jorge Bodanzky, entre outros, e com música de Naná Vasconcelos, com arranjos de Teese Gohl, Ôri foi lançado em 16mm, em 1989, e 20 anos depois é relançado em digital. Em 1981, Raquel Gerber já havia lançado Ylê Xoroquê, que provocou polêmica entre os movimentos negros na época. Ôri é narrado por Beatriz Nascimento.
Com fotografia de Hermano Penna, Pedro Farkas, Jorge Bodanzky, entre outros, e com música de Naná Vasconcelos, com arranjos de Teese Gohl, Ôri foi lançado em 16mm, em 1989, e 20 anos depois é relançado em digital. Em 1981, Raquel Gerber já havia lançado Ylê Xoroquê, que provocou polêmica entre os movimentos negros na época. Ôri é narrado por Beatriz Nascimento.
Outros links sobre o documentário
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Legislação
CONSTITUIÇÃO
LEIS
LEI Nº 7.668, DE 22 DE AGOSTO DE 1988 – Autoriza o Poder Executivo a constituir a Fundação Cultural Palmares e dá outras providências
LEI Nº 7.716, DE 05 DE JANEIRO DE 1989 (LEI CAÓ) – Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.
LEI Nº 9.459, DE 13 DE MAIO DE 1997
– Altera os arts. 1º e 20 da Lei 7.716, de 5 de Janeiro de 1989, que
define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, e
acrescenta parágrafo no art. 140 do decreto-lei nº 2.848, de 7 de
dezembro de 1940.
LEI Nº 10.639, DE 9 DE JANEIRO DE 2003-
Estabelece as diretrizes e bases para incluir no currículo oficial da
rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura
Afro-Brasileira.
LEI Nº 12.214, DE 26 DE JANEIRO DE 2010 – Estima a receita e fixa a despesa da União para o exercício financeiro de 2010.
LEI Nº 12.288, DE 20 DE JULHO DE 2010
– Institui o Estatuto da Igualdade Racial; altera as Leis nos 7.716, de
5 de janeiro de 1989, 9.029, de 13 de abril de 1995, 7.347, de 24 de
julho de 1985, e 10.778, de 24 de novembro de 2003.
DECRETOS
DECRETO Nº 4.228, DE 13 DE MAIO DE 2002 – Institui, no âmbito da Administração Pública Federal, o Programa Nacional de Ações Afirmativas e dá outras providências.
DECRETO Nº 4.886, DE 20 DE NOVEMBRO DE 2003 – Institui a Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial – PNPIR e dá outras providências.
DECRETO Nº 4.887, DE 20 DE NOVEMBRO DE 2003
– Regulamenta a identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e
titulação das terras ocupadas por remanescentes dos quilombos.
DECRETO Nº 5.520, DE 24 DE AGOSTO DE 2005 – Institui o Sistema Federal de Cultura e dispõe sobre o Conselho Nacional de Política Cultural do Ministério da Cultura.
DECRETO Nº 6.853, DE 15 DE MAIO DE 2009
– Aprova o Estatuto e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e
das Funções Gratificadas da Fundação Cultural Palmares – FCP, e dá
outras providências.
INSTRUÇÃO NORMATIVA
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 57, DE 20 DE OUTUBRO DE 2009
– Regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento,
delimitação, demarcação, desintrusão, titulação e registro das terras
ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata o
Art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da
Constituição Federal de 1988 e o Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de
2003.
PORTARIAS
PORTARIA Nº 183, DE 10 DE NOVEMBRO DE 2011
– Disciplina a transferência voluntária de recursos financeiros da
Fundação Cultural Palmares, fixa os critérios de seleção para apoio a
projetos e estipula a data de abertura e encerramento do SICONV no
âmbito da Fundação para o exercício de 2011.
PORTARIA Nº 78, DE 15 DE JUNHO DE 2010
– Orientar as entidades públicas e privadas sem fins lucrativos sobre
os procedimentos, fluxos e normas internas para os processos de apoio a
projetos na área da cultura afro-brasileira mediante convênio e
contratos de repasse.
PORTARIA Nº 22, DE 29 DE JANEIRO DE 2010 – Aprovar o Planejamento Estratégico da Fundação Cultural Palmares para o período de 2010-2011.
PORTARIA Nº 21, DE 28 DE JANEIRO DE 2010
– Estabelece valor, nos ajustes de maior materialidade, para
acompanhamento e fiscalização “in loco” da execução física de convênios
ou instrumentos congêneres celebrados entre a Fundação Cultural Palmares
e entidades não-governamentais, publicadas no DOU nº 22, de 01 de
fevereiro de 2010
PORTARIA Nº 20, DE 28 DE JANEIRO DE 2010
– Disciplina a transferência voluntária de recursos financeiros da
Fundação Cultural Palmares, fixa os critérios de seleção para apoio a
projetos e estipula a data de abertura e encerramento do SICONV no
âmbito da Fundação para o exercício de 2010.
PORTARIA Nº 200, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2009 - Define a sigla do Órgão e das Unidades da Fundação Cultural Palmares.
PORTARIA Nº 196, DE 11 DE DEZEMBRO DE 2009 – Estabelece as áreas territoriais de jurisdição das sete representações regionais da Fundação Cultural Palmares.
PORTARIA Nº 68, DE 18 DE SETEMBRO DE 2009 – Aprova o Regimento Interno da Fundação Cultural Palmares-FCP.
PORTARIA Nº 37, DE 13 DE ABRIL DE 2009 – Disciplina os procedimentos para concessão de diárias e passagens, no âmbito da Fundação Cultural Palmares.
PORTARIA Nº 98, DE 26 DE NOVEMBRO DE 2007
– Institui o Cadastro Geral de Remanescentes das Comunidades dos
Quilombos da Fundação Cultural Palmares, também autodenominadas Terras
de Preto, Comunidades Negras, Mocambos, Quilombos, dentre outras
denominações congêneres.
Fonte; http://www.palmares.gov.br/legislacao/
domingo, 12 de agosto de 2012
http://www.eravirtual.org
Da necessidade de tornar as aulas sobre os tempos do Ouro em
Minas gerais mais interessantes para "os meninos e meninas" pesquisei e encontrei este site sobre visitação
virtual a museus.Nele o professor pode encontrar
museus de todo o Brasil e visita-los virtualmente, vou visitar todos, com
certeza, e cada um que visitar vou postar um comentário aqui no Blog. Recomendo
os museus de Minas Gerais para as aulas sobre mineração, arte barroca e rococó,
sociedade mineradora e trabalho escravo na mineração. O museu da Inconfidência
em Ouro Preto é bem completo tem salas dedicadas a Aleijadinho e a Manuel da
Costa Ataíde( excelente pintor e
escultor que colocou figuras mestiças em suas pinturas).Além destas salas
podemos visitar o museu por setor sócio cultural em seus aspectos religioso, artístico,
político e econômico(no lado esquerdo da tela existe a opção de visitar o museu
desta forma; clicando nos aspectos de seu interesse).O áudio desta visitação é
muito bom com explicações pertinentes e descrições gerais complementadas pelo
recurso de "clicar" nas peças do museu de seu interesse e receber informações detalhadas
sobre os objetos,além do recurso de aproximar as fotos e objetos expostos com o mouse.
A história de Minas na época do ouro e diamante é rica não
só de minério, mas, sobretudo de história cultural, que engloba uma sociedade
diversificada e urbanizada para os padrões da época, uma estratificação social traduzida
nas várias camadas e um padrão de trabalho escravo diferenciado da sociedade agroexportadora do nordeste.
Boa viajem e divirta-se com os" meninos e meninas", caro teacher!!!
Sites:
http://www.eravirtual.org
http://www.eravirtual.org/inconfidencia_br/
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Fica a dica
Quer uma dica boa? Vai neste endereço http://www.palmares.gov.br/revista/ e baixe os exemplares da Revista Palmares em Pdf. Esta revista é muito interessante e traz temas ligados a cultura afro brasileira, o editor chefe é Ubiratan Castro de Araujo um pesquisador que entende, pelo tempo e experiencia, do que esta falando!Vale muito a pena; são textos bem escritos e historias interessantes!
domingo, 20 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Texto do Global Voices sobre Cotas
http://pt.globalvoicesonline.org/2012/05/02/brasil-cotas-raciais-ensino-superior-cotassim/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=facebook
"OVozes Globais (Global Voices) é uma rede internacional de blogueiros que traduzem, reportam e defendem blogs e mídia cidadã de todo o mundo"
O Global Voices é um site muito bem articulado e com temáticas relevantes de ação social esta reportagem acima é informativa bem escrita e coloca as questões centrais da discussão sobre as cotas no Brasil. Para nós professores acho de fundamental importância entender e pesquisar sobre estas questões, principalmente para professores da rede pública onde a clientela é significativamente afrodescendente.Independente da posição, a favor ou contra, a informação pode esclarecer, mas principalmente trazer para o debate a questão que ainda é um tabu e como tal precisa ser quebrado.Achei interessante algumas informações contidas na reportagem uma delas é que " O partido político Democratas (DEM) havia lançado uma ação contra a UnB em 2009, pelo fato de considerar o sistema uma espécie de “tribunal racial.”, mostrando que o sistema de cotas está longe de ser defendido em unanimidade apesar da sua aprovação pelo STF.
Andrea Guanais
"OVozes Globais (Global Voices) é uma rede internacional de blogueiros que traduzem, reportam e defendem blogs e mídia cidadã de todo o mundo"
O Global Voices é um site muito bem articulado e com temáticas relevantes de ação social esta reportagem acima é informativa bem escrita e coloca as questões centrais da discussão sobre as cotas no Brasil. Para nós professores acho de fundamental importância entender e pesquisar sobre estas questões, principalmente para professores da rede pública onde a clientela é significativamente afrodescendente.Independente da posição, a favor ou contra, a informação pode esclarecer, mas principalmente trazer para o debate a questão que ainda é um tabu e como tal precisa ser quebrado.Achei interessante algumas informações contidas na reportagem uma delas é que " O partido político Democratas (DEM) havia lançado uma ação contra a UnB em 2009, pelo fato de considerar o sistema uma espécie de “tribunal racial.”, mostrando que o sistema de cotas está longe de ser defendido em unanimidade apesar da sua aprovação pelo STF.
Andrea Guanais
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Cine África: Nacer Khemir - Baba Aziz (2005)
Cine África: Nacer Khemir - Baba Aziz (2005): França/Alemanha/Irã/Tunísia/Reino Unido | Nacer Khemir | 2005 | Fantasia | IMDB Árabe | Legenda: Português 96 min | 750 Mb Baba A...
Cine África: Os cinemas africanos: pela descolonização da mente...
Cine África: Os cinemas africanos: pela descolonização da mente...: -- Jean-Pierre Bekolo, cineasta camaronês, diretor entre outros do premidado "Quartier Mozart" (1992) -- Por Marcelo Ribeiro Quando e...
sábado, 17 de dezembro de 2011
http://www.afrodocs.blogspot.com/
Descobri este blog muito interessante para trabalhar o audio visual em sala de aula, tem documentários sobre a tematica afro onde voce pode ver diretamente do blog com o link no you tube.Tem a sinopse dos documentários, além de alguns filmes tambem! Vale apena conferir http://www.afrodocs.blogspot.com/
Exu
Ademar Oliveira Cirne Filho[1]
1. A construção do Mito
O Texto Bíblico do Livro de Ezequiel, no capítulo 28 v 12 a 19 mostra que Satanás era um anjo que se rebelou, posto que queria estar acima de Deus. Em razão disso, o mesmo foi expulso do Éden.
Esta passagem bíblica demonstra o quanto o cristianismo explora a existência do bem e do mal, numa visão maniqueísta, atribuindo todo bem a Deus e todo mal ao demônio, lúcifer, diabo, satanás, ou qualquer outra nomenclatura criada para caracterizar tal entidade.
A referida divisão do mundo entre o bem e o mal, tão difundida há tempos, encontra-se presente também nas mais singelas concepções defendidas pela Igreja Católica. Como exemplo, podemos citar a visão maniqueísta presente na própria concepção da relação sexual. Expliquemos: para os católicos tal prática possui uma única finalidade, a procriação. Desta forma, toda manifestação sexual que não tem este objetivo é interpretada como um dos sete pecados capitais, a luxúria (apego e valorização extrema aos prazeres carnais, à sensualidade e sexualidade; desrespeito aos costumes; lascívia) passível de condenação ao inferno, espaço eterno de sofrimento, comandado pelo mal, tendo o demônio como o seu comandante e sedutor de almas.
No caso específico do Brasil, tal concepção maniqueísta surgiu no momento da chegada dos colonizadores europeus, de tradição eminentemente cristã, que enxergavam os povos africanos como seres animalescos, e desprovidos de alma. Deste modo, sua cultura, costumes e religiosidade não recebiam nenhum tipo de respeito, atenção ou reconhecimento dos brancos. Ao contrário, as resistentes manifestações religiosas eram vistas como inferiores, negativas, desprovidas de razão, atitude típica da visão eurocêntrica e etnocêntrica dos conquistadores.
O processo de escravização dos negros em nosso país, resultado da grande diáspora africana, e a maior aproximação dos brancos com as manifestações religiosas afrobrasleiras, fez com que os colonizadores identificassem nestas práticas ancestrais a dualidade cristã do bem e do mal, sem jamais perceber que na cosmologia das religiões dos orixás, em verdade, esta relação inexiste, visto que estes seres representam os elementos da natureza (fogo, chuva, vento, água, etc.) e trazem em seus comportamentos um equilíbrio entre as forças do bem e do mal.
Como não podia deixar de ser, a visão dualista do bem e do mal defendida pela teologia cristã tenta encontrar uma representação na religião de matriz africana. O ser representante do mal absoluto, equivalente, desta forma, ao satanás, é nesta visão o Exu, uma entidade do panteon afrobrasileiro que é apresentado com um grande falo ereto, em tamanho desproporcional, como marca do poder e da fertilidade. Em verdade, este ser, é sensual, astucioso, provocador, esperto, ousado, matreiro, ou seja, apresenta como os demais orixás emoções e sentimentos tais como os seres humanos, sem, contudo, ser um representante da oposição absoluta do bem.
Ignorando a real representatividade da figura e da personalidade de Exu para o Candomblé, os cristãos, desrespeitosamente, elegeram Exu como o demônio das religiões de matrizes africanas, para inclusive reforçar o discurso de que o Candomblé era um ritual demoníaco, uma vez que Exu era reverenciado antes de qualquer outro orixá, em todos os rituais.
Para o Candomblé, entretanto, o bem e o mal fazem parte de um único sistema, onde todas as forças, mesmo antagônicas são equivalentes, complementares e interagem, sendo, portanto dado ao ser humano o livre arbítrio e a responsabilidade de optar pelo caminho a seguir.
2. Exu no Candomblé
Na visão do Candomblé, o Exu é o fiscalizador do axé, do comportamento humano, das coisas que são feitas no candomblé, recebe as oferendas em primeiro lugar, a fim de exercer suas função de mensageiro e assegurar que tudo ocorrera bem, e quando, raramente, se manifesta os outros orixás são retirados do barracão, ficando apenas seu irmão Ogum. Neste diapasão, salutar são as palavras de Liana Trindade. Senão vejamos.
“O Orixá exu é a expressão de um simbolismo, cuja o sentido encontra-se tanto na estrutura imaginária dos fieis, quanto na estrutura da vida real. É apresentado simbolicamente como o transgressor, no qual expressa as incertezas humanas frente ao debate com os limites do tempo, com as condições sociais estabelecidas, afirmando sua liberdade frente às imposições. Logo o orixá exu permite a possibilidade de autodeterminação, de quebra das interdições sociais que limitam a sua liberdade ao lhe dar o acesso ao mágico de melhorar sua sorte” [2]
Cada modalidade de religião afro brasileira busca ao seu modo oferecer um tratamento específico ao orixá exu devido a sua importância na construção de uma nova realidade na vida dos fieis.
Exu é caminho, é comunicação, é vida, é luz e o guardião da nossa casa, é quem abre os caminhos, o primeiro a receber as oferendas para livrar os homens do mal.
Assim sendo nenhuma relação pode ser feita entre exu e o diabo porque, inclusive, o candomblé não cultua diabo e sim orixás (forças da natureza) presente cotidianamente na nossa vida, dando paz, luz, prosperidade, alegria, fartura, justiça, igualdade educação e axé.
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Cotas
As Cotas raciais são uma das principais medidas afirmativas adotadas em defesa da população afro-brasileira, pois proporciona a inserção de um contingente considerável de negros na rede universitária do País. Consiste basicamente na reserva de parte das vagas das instituições de ensino superior para candidatos afrodescendentes ou indígenas, por exemplo.
O sistema geral de cotas agrega, ainda, as Cotas sociais, que consistem na reserva de vagas do vestibular para alunos formados em escolas públicas, pessoas com algum tipo de deficiência, estudantes com baixa renda familiar ou professores da rede pública, entre outros; e o Bônus, que é o acréscimo de pontos, por meio de valores fixos ou de porcentagens, na nota do vestibular de candidatos de condições socioeconômicas menos favorecidas.
Chega a 158 o número de instituições públicas de ensino superior que adotam algum tipo de cota em seus processos seletivos. Destas, 89 implantaram a política de Cotas para negros, segundo levantamento realizado pela organização Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro), ao longo dos últimos seis anos (2004 a 2010).
Hoje, as universidades têm autonomia para criar seus próprios sistemas de cotas. Entre os vários tipos de ações há reserva de vagas para negros, quilombolas, indígenas, ex-alunos de escola pública, pessoas com deficiência, filhos de policiais mortos em serviço, estudantes com baixa renda familiar e professores da rede pública residentes na cidade onde se localiza a instituição.
Veja abaixo as universidades que possuem sistemas de cotas para negros:
1. UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro2. ENF – Universidade Estadual do Norte Fluminense
3. UEZO – Centro Universitário da Zona Oeste do Rio de Janeiro
4. ISE Itaperuna – Instituto Superior de Educação de Itaperuna
5. ISE Bom Jesus de Itabapoana – Instituto Superior de Educação de Bom Jesus de Itabapoana
6. ISE Três Rios – Instituto Superior de Educação de Três Rios
7. ISEPAM – Instituto Superior de Educação Professor Aldo Muylaert
8. ISERJ – Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro
9. ISTCCP – Instituto Superior de Tecnologia em Ciência da Informação de Petrópolis
10. IST Rio – Instituto Superior de Tecnologia em Ciência da Computação do Rio de Janeiro
11. IST Paracambi – Instituto Superior Tecnológico de Paracambi
12. IST Horticultura – Instituto Superior de Tecnologia em Horticultura
13. UNIMontes – Universidade Estadual de Montes Claros
14. UFJF – Universidade Federal de Juíz de Fora
15. UFSJR – Universidade Federal de São João Del Rey
16. UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais
17. UFU – Universidade Federal de Uberlândia
18. Unifesp – Universidade Federal de São Paulo
19. IFSP – Instituto Federal de São Paulo
20. FATEC Americana – Faculdade de Tecnologia de Americana
21. FATEC Araçatuba – Faculdade de Tecnologia de Araçatuba
22. FATEC Baixada Santista – Faculdade de Tecnologia da Baixada Santista
23. FATEC Barueri – Faculdade de Tecnologia da Baixada Santista
24. FATEC Carapicuíba – Faculdade de Tecnologia de Carapicuíba
25. FATEC Capão Bonito – Faculdade de Tecnologia de Capão Bonito
26. FATEC Catanduva – Faculdade de Tecnologia de Catanduva
27. FATEC Cruzeiro – Faculdade de Tecnologia de Cruzeiro
28. FATEC Franca – Faculdade de Tecnologia de Franca
29. FATEC Ipiranga – Faculdade de Tecnologia de São Paulo
30. FATEC Garça – Faculdade de Tecnologia de Garça
31. FATEC Guaratinguetá – Faculdade de Tecnologia de Guaratinguetá
32. FATEC Indaiatuba – Faculdade de Tecnologia de Indaiatuba
33. FATEC Itapetininga – Faculdade de Tecnologia de Itapetininga
34. FATEC Itaquaquecetuba – Faculdade de Tecnologia de Itaququecetuba
35. FATEC Itu – Faculdade de Tecnologia de Itu
36. FATEC Jaboticabal – Faculdade de Tecnologia de Jaboticabal
37. FATEC Jaú – Faculdade de Tecnologia de Jaú
38. FATEC Jales – Faculdade de Tecnologia de Jales
39. FATEC Jundiai – Faculdade de Tecnologia de Jundiaí
40. FATEC Lins – Faculdade de Tecnologia de Lins
41. FATEC Marília – Faculdade de Tecnologia de Marília
42. FATEC Mauá – Faculdade de Tecnologia de Mauá
43. FATEC Mococa – Faculdade de Tecnologia de Mococa
44. FATEC Mogi das Cruzes – Faculdade de Tecnologia de Mogi das Cruzes
45. FATEC Mogi-Mirim – Faculdade de Tecnologia de Mogi-Mirim
46. FATEC Osasco – Faculdade de Tecnologia de Osasco
47. FATEC Ourinhos – Faculdade de Tecnologia de Ourinhos
48. FATEC Pidamonhangaba – Faculdade de Tecnologia de Pindamonhangaba
49. FATEC Piracicaba – Faculdade de Tecnologia de Piracicaba
50. FATEC Praia Grande – Faculdade de Tecnologia de Praia Grande
51. FATEC Presidente Prudente – Faculdade de Tecnologia de Presidente Prudente
52. FATEC Santo André – Faculdade de Tecnologia de Santo André
53. FATEC São Bernardo do Campo – Faculdade de Tecnologia de Bernarndo do Campo
54. FATEC São Caetano – Faculdade de Tecnologia de São Caetano
55. FATEC São José do Rio Preto – Faculdade de Tecnologia de São José do Rio Preto
56. FATEC São José dos Campos – Faculdade de Tecnologia de São José dos Campos
57. FATEC São Sebastião – Faculdade de Tecnologia de São Sebastião
58. FATEC Sertãozinho – Faculdade de Tecnologia de Sertãozinho
59. FATEC Sorocaba – Faculdade de Tecnologia de Sorocaba
60. FATEC Taquaritinga – Faculdade de Tecnologia de Taquaritinga
61. FATEC Tatuí – Faculdade de Tecnologia de Tatuí
62. FATEC Zona Leste – Faculdade de Tecnologia da Zona Leste
63. FATEC Zona Sul – Faculdade de Tecnologia da Zona Sul
64. FATEC Bauru – Faculdade de Tecnologia de Bauru
65. FATEC Botucatu – Faculdade de Tecnologia de Botucatu
66. FATEC Garça – Faculdade de Tecnologia de Garça
67. FATEC Guaratinguetá – Faculdade de Tecnologia de Guaratinguetá
68. FATEC Guarulhos – Faculdade de Tecnologia de Guarulhos
69. UnB – Universidade De Brasília
70. UFG – Universidade Federal de Goiás
71. FAFICH – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Ensino Superior de Goiatuba
72. UNEMAT – Universidade do Estado do Mato Grosso
73. UEMS – Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul
74. UNCISAL – Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
75. UFAL – Universidade Federal do Alagoas
76. UFBA – Universidade Federal da Bahia
77. UFRB – Universidade Federal do Recôncavo Baiano
78. UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz
79. UNEB – Universidade Estadual da Bahia
80. IF Baiano – Instituto Federal Baiano
81. IFBA – Instituto Federal da Bahia
82. UESB – Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
83. UFMA – Universidade Federal do Maranhão
84. UFS – Universidade Federal de Sergipe
85. UFPR – Universidade Federal do Paraná
86. UFSM – Universidade Federal de Santa Maria
87. UNIPAMPA – Universidade Federal Do Pampa
88. UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina
89. IF-SC – Instituto Federal De Santa Catarina
90. Cuezo/RJ – Centro Universitário Estadual da Zona Oeste
91. CEFET/RJ – Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca
92. IFBA – Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia
93. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UniOeste)
94. Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF)
95. Universidade Federal do Acre (UFAC)
96. Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
97. Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
98. Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)
99. Universidade Federal do Pará (UFPA)
100. Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
101. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
102. Universidade Federal do Piauí (UFPI)
103. Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
104. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
105. Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
106. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
fonte http://www.palmares.gov.br/?page_id=121
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Um dos caminhos para mobilização: Coleção História Geral da África
Com o envolvimento de mais de 350 especialistas, e sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, a Coleção Geral da História da África é a principal referência para quem deseja acessar uma versão não colonialista sobre o passado do segundo continente mais populoso da Terra
Declarado pela Assembleia Geral das Nações Unidas como Ano Internacional para os Povos Afrodescendentes, 2011 é um momento ímpar para impulsionar e visibilizar mobilizações que envolvem a população negra no mundo inteiro, com a incumbência de ter continuidade ao longo dos anos.Uma das conquistas, não apenas para o Brasil, mas também para os países africanos de língua portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe), de bastante importância e relevância de resistência histórica, foi a tradução ao português da Coleção História Geral da África, em dezembro de 2010. A publicação vem ganhando força durante o ano, principalmente nos três primeiros meses, período em que alcançou mais de 80 mil downloads. As versões impressas encontram-se em todas as universidades e bibliotecas públicas do Brasil.
A tradução se deu por conta das parcerias entre a Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura das Nações Unidas (Unesco), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (Secad/MEC), sabendo que também essa já era uma demanda solicitada por parte do Movimento Negro no Brasil e outros Movimentos de Libertação em países africanos. A edição em português veio quase trinta anos depois da publicação original. Editada pela UNESCO, entre as décadas de 80 e 90, os volumes foram sendo disponibilizados em diversos idiomas: inglês, francês, chinês e árabe.
Com o envolvimento de mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento (jornalismo, antropologia, história, arqueologia, física, linguística, botânica, história, entre outros), sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais – um deles de nacionalidade brasileira, Fernando Mourão –, dos quais dois terços eram africanos, o conteúdo permite outras perspectivas, ou mesmo novos olhares, sendo base para obtenção de novas pesquisas e estudos acerca da África, para disseminação dos saberes no sistema de ensino brasileiro – contribuindo na implementação da lei 10.639/03, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), tornando obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira – e em outros países de língua portuguesa.
Abordando assuntos que vão desde a pré-história até a década de 1980, em mais de oito mil páginas, a coleção demonstra detalhes do Egito Antigo [não o separando do continente africano, como faz outras publicações], também não deixa de informar acerca de diversas civilizações e dinastias. Sem contar que é outra visão sobre o tráfico de negros que foram escravizados, a colonização europeia e a “independência” dos diversos países.
Os textos demonstram que existem questões completamente desconhecidas, ocultas, acerca do continente africano, argumenta o coordenador da tradução e professor do departamento de sociologia da Universidade Federal de São Carlos, Valter Silvério.
Como entender o continente africano como uma unidade, despido de estereótipos ou versões criadas pelo colonialismo? Em que fonte buscar informações sobre a não passividade negra com relação ao processo escravagista? Sim, essa é uma referência para essas e muitas outras questões que precisam ser vistas, principalmente pelo Ocidente. As publicações seguem certa ordem cronológica, sendo que o último volume traz uma visão mais contemporânea da África, desde 1935 até o período colonial.
O último volume se torna interessante, sem tirar a relevância dos anteriores, por trazer algumas discussões, em um dos capítulos, que envolve a diáspora, africanos ou descendentes de africanos fora da África, afirma Valter Silvério.
No mesmo volume, tratando-se de uma parte da pesquisa que fala de assuntos que chega mais perto da atualidade, algo que aparece de muito precioso é surgimento e o desenvolvimento de movimentos que lutaram pela independência dos países colonizados, como o Pan-africanismo [1], por exemplo. Há relatos, ainda no volume citado, de que alguns africanos escravizados no Brasil e em outros países da América Latina, além de ter participação assídua em significativos movimentos de libertação, após a “abolição da escravatura”, resolveram voltar aos seus países de origem para tentar evitar o avanço do genocídio e o etnocídio, fruto da colonização dos países europeus.
Como berço da humanidade a África deu vasta contribuição para produção do conhecimento científico mundial. Os volumes da coleção levantam com ênfase esses aspectos, desmistificando a ideia de que os países africanos eram ágrafos.
A África, com seus 54 países, como continente e não como país – é assim que muitos pensam dela, por incrível que pareça – não precisa de ajudas oportunistas. Ela, como muitos lugares do mundo, têm diversas ações positivas que podem ser visibilizadas. Isso não resolve os problemas, mas dá margem para que os leitores dos veículos de comunicação possam ver outras versões da realidade. Assim, como agora, em língua portuguesa, estudantes e docentes, leitores curiosos ou jovens, podem baixar a Coleção História Geral da África, em breve africanos e brasileiros terão a adaptação desses conteúdos em forma de materiais didáticos, anunciou a UNESCO.
Visibilizar detalhes da riqueza cultural africana e afro-brasileira contribui, significativamente, para a diminuição da discriminação racial contra os povos africanos, ou mesmo seus descendentes – maiores vítimas do racismo durante a história – através da desmistificação do continente africano, desconstruindo a visão equivocada que se tem dele.
PS – Dentre os poucos materiais de qualidade que se encontra, até mesmo na Internet, existe esse documentário que aponta algumas coisas semelhantes à coleção. Vale a pena conferir…
[1] O pan-africanismo é uma filosofia que sugere a união de todos os povos da África como um modo de potencializar a voz e as ações do continente no contexto internacional. Movimento defendido mais fora da África, entre os descendentes de africanos que foram escravizados e levados para as Américas até o século XIX e dos emigrantes mais recentes. Em parte, o pan-africanismo, foi responsável pelo surgimento da Organização de Unidade Africana (OUA).
Fonte: http://rede.outraspalavras.net/pontodecultura/2011/10/17/colecaohistoriageraldaafrica/
Fonte: http://rede.outraspalavras.net/pontodecultura/2011/10/17/colecaohistoriageraldaafrica/
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
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