sábado, 24 de julho de 2010

A lei

Trecho da LDB com as alterações da 11645/08

§ 4º O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e européia.

§ 5º Na parte diversificada do currículo será incluído, obrigatoriamente, a partir da quinta série, o ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna, cuja escolha ficará a cargo da comunidade escolar, dentro das possibilidades da instituição.

Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.(Incluído pela Lei nº 10.639, de 9.1.2003)

§ 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.(Incluído pela Lei nº 10.639, de 9.1.2003)

§ 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.(Incluído pela Lei nº 10.639, de 9.1.2003)

§ 3o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.639, de 9.1.2003)

Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008).

§ 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008).

§ 2o Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008).


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Visitei o blog de uma colega do curso de mídias educacionais onde foi publicado um projeto da Escola Domingos Barros de Azevedo no domingosbarrosdeazevedo.blogspot.com, é muito interessante e trata da questão do ensino de África nas escolas passa lá e dá uma conferida!!!

Ilê! Pérola Negra (O Canto do Negro)

Daniela Mercury


O canto do negro
Veio lá do alto
É belo como a íris dos olhos de Deus, de Deus
E no repique, no batuque
No choque no aço
Eu quero penetrar
No laço afro que é meu, e seu
Vem cantar meu povo
Vem cantar você
Bate os pés no chão moçada
E diz que é do Ilê Ayê
Lá vem a negrada que faz
O astral da avenida
Mas que coisa bonita
Quando ela passa me faz chorar
Tu és o mais belo dos belos
Traz paz e riqueza
Tens o brilho tão forte
Por isso te chamo de Pérola Negra
Ê, Pérola Negra
Pérola Negra Ilê Ayê
Minha Pérola Negra
Lá vem a negrada que faz
O astral da avenida
Mas que coisa mais linda
Quando ela passa me faz chorar
Tu és o mais belo dos belos
Traz paz e riqueza
Tens o brilho tão forte
Por isso te chamo de Pérola Negra
Com sutileza
Cantando e encantando a nação
Batendo bem forte em cada coração
Fazendo subir a minha adrenalina
Como dizia Buziga
Edimin
Emife Nagô Dilê
Edimin
Emife Nagô Dilê
Ê, Pérola Negra
Pérola Negra, Ilê Ayê

Minha Pérola Negra

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ilê axe Opõ Afonjá

Na comemoração dos 100 anos do Ilê Axe Opõ Afonjá fundado em 1910 haverá um encontro de secretários de educação dos municípios da Bahia para discutir a lei 11645/08 que estabelece o ensino de História da África e cultura Afro-brasileira. No Afonjá funciona uma escola a Eugenia Anna dos Santos que é referencia nacional na aplicação da lei.

domingo, 18 de julho de 2010

mundoafro

Encontrei um site muito interessante com notícias relacionadas ao mundo afro na bahia e no planeta é um site do jornal a tarde mundoafro.atarde.com.br, vale a pena conferir.

domingo, 11 de julho de 2010

Africa

Todos nós sabemos do papel importante que a África tem na construção da nossa identidade . Mas a imagem que se tem do continente é repleta de antigos estereótipos. A escola exerce função importante na continuação desta imagem. Estudos com base em livros didáticos mostra que o ensino da história do continente ainda não é satisfatório. A tese de doutorado "A História da África nos Bancos Escolares: Angola, Brasil, Cabo Verde e Portugal" do historiador Anderson Oliva analisou capítulos específicos sobre História da África anterior ao século 19 em manuais escolares destinados aos quatro últimos anos do ensino fundamental (5ª a 8ª séries). Das oito obras, quatro fazem parte da lista que o Ministério da Educação (MEC) indica para as escolas públicas e outros quatro são adotados por escolas privadas. Os maiores problemas são simplificações e generalizações . Com isso,perpetua-se as idéias falsas sobre o continente e suas populações.Séculos de história e muitos grupos étnicos são identificados apenas como os bantos e os sudaneses. O critério utilizado é o das línguas faladas na região em questão.É claro que isto não é real, afinal os povos africanos não são só a sua lìngua, são religião, festividades, expressões, musicalidade. É um tipo de generalização comun não só a história da África como a história dos povos pre- colombianos da América. Por outro lado estudamos, desde crianças até nas universidades, toda a história da europa com suas divisões de ingleses, franceses, italianos. As guerras, a antiguidade romana, as revoluções, a idade média européia. Como se os povos da America só existissem a partir do "descobrimento" invasão, a nossa história é a história da Europa, somos o resultado desta e não um povo com uma história unica e antiga. Na África acontece o mesmo, e ainda não se fala do genocídio europeu neste continente no século XIX. Bem, a história padece de uma doença; o eurocentrismo, e precisa se curar, cabe a nós professores e professoras de história correr atrás desta injustiça com os outros povos do planeta com vidas tão fascinantes quanto a dos europeus.