segunda-feira, 19 de julho de 2010
Ilê axe Opõ Afonjá
Na comemoração dos 100 anos do Ilê Axe Opõ Afonjá fundado em 1910 haverá um encontro de secretários de educação dos municípios da Bahia para discutir a lei 11645/08 que estabelece o ensino de História da África e cultura Afro-brasileira. No Afonjá funciona uma escola a Eugenia Anna dos Santos que é referencia nacional na aplicação da lei.
domingo, 18 de julho de 2010
mundoafro
Encontrei um site muito interessante com notícias relacionadas ao mundo afro na bahia e no planeta é um site do jornal a tarde mundoafro.atarde.com.br, vale a pena conferir.
domingo, 11 de julho de 2010
Africa
Todos nós sabemos do papel importante que a África tem na construção da nossa identidade . Mas a imagem que se tem do continente é repleta de antigos estereótipos. A escola exerce função importante na continuação desta imagem. Estudos com base em livros didáticos mostra que o ensino da história do continente ainda não é satisfatório. A tese de doutorado "A História da África nos Bancos Escolares: Angola, Brasil, Cabo Verde e Portugal" do historiador Anderson Oliva analisou capítulos específicos sobre História da África anterior ao século 19 em manuais escolares destinados aos quatro últimos anos do ensino fundamental (5ª a 8ª séries). Das oito obras, quatro fazem parte da lista que o Ministério da Educação (MEC) indica para as escolas públicas e outros quatro são adotados por escolas privadas. Os maiores problemas são simplificações e generalizações . Com isso,perpetua-se as idéias falsas sobre o continente e suas populações.Séculos de história e muitos grupos étnicos são identificados apenas como os bantos e os sudaneses. O critério utilizado é o das línguas faladas na região em questão.É claro que isto não é real, afinal os povos africanos não são só a sua lìngua, são religião, festividades, expressões, musicalidade. É um tipo de generalização comun não só a história da África como a história dos povos pre- colombianos da América. Por outro lado estudamos, desde crianças até nas universidades, toda a história da europa com suas divisões de ingleses, franceses, italianos. As guerras, a antiguidade romana, as revoluções, a idade média européia. Como se os povos da America só existissem a partir do "descobrimento" invasão, a nossa história é a história da Europa, somos o resultado desta e não um povo com uma história unica e antiga. Na África acontece o mesmo, e ainda não se fala do genocídio europeu neste continente no século XIX. Bem, a história padece de uma doença; o eurocentrismo, e precisa se curar, cabe a nós professores e professoras de história correr atrás desta injustiça com os outros povos do planeta com vidas tão fascinantes quanto a dos europeus.
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